quarta-feira, 20 de abril de 2011

Cerimônia de Premiação do Concurso Literário de São Bernardo do Campo






Realizado em 2010, a primeira edição do Concurso Literário de São Bernardo do Campo premiou 18 autores em três categorias: Poesia, Conto e Dramaturgia. O Concurso recebeu mais de mil trabalhos de todo o Brasil; a Prefeitura, pensando no desenvolvimento de escritores locais, reservou metade dos prêmios para escritores da cidade.  
A Cerimônia de Premiação do Concurso aconteceu na   Pinacoteca de São Bernardo. (Rua Kara, 105, Jardim do Mar. Tel.: 4125-2466.) No dia 20/04/2011 (quarta) 19h   - 

(Edson Bueno de Camargo - Categoria Poesia - Nacional.)

terça-feira, 12 de abril de 2011

9° Sarau Caiçara - reverberações




 
9° Sarau Caiçara
Pinacoteca Benedito Calixto
Organização: Márcio Barreto e Flávio Viegas Amoreira
09/04 - 15 as 19 hs
Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 - Santos /SP

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Entrega do Prêmio do Concurso Literário de São Bernardo do Campo



A cerimônia de entrega do Prêmio do Concurso Literário de São Bernardo do Campo, será realizada no dia 20/04/2011.

Horário: 19 h.

Local: Pinacoteca Municipal: Rua Kara, 105 - Jd. do Mar - São Bernardo do Campo

Diversos Afins - entre caminhos e palavras - QUINQUAGÉSIMA QUINTA LEVA


http://diversos-afins.blogspot.com/

Diversos Afins

entre caminhos e palavras
 
QUINQUAGÉSIMA QUINTA LEVA


Foto: Cristina Carriconde


CICERONEANDO


A dinâmica das imagens sempre se equilibrou, por aqui, com uma certa ordenação textual. Curiosamente, cabe até dizer que, desde o início, nada foi premeditado nesse sentido. Com suas linguagens autônomas, fotógrafos e artistas plásticos, por vezes, promoveram diálogos imprevisíveis com os demais textos selecionados por edição. E quando tudo está em mãos o que se procura realmente é harmonizar sentidos em torno de uma noção de unidade apartada do óbvio. Interessa-nos mesmo é fazer com que tudo seja extraído do mundo numa perspectiva ampla e amalgamada. Nesse partilhar de signos, experimentamos renovadas sensações a cada Leva, como é o caso, agora, dos intensos e sensíveis registros fotográficos de Cristina Carriconde. Atravessados pelos ventos oportunos da poesia, acolhemos como nossas as vozes de Cyro de Mattos, Débora Tavares, Edson Bueno de Camargo, Josely Bittencourt, Silvia Favaretto e Nicolau Saião.
Noutro momento, somos envolvidos pelos epigramas do poeta e filósofo Hilton Valeriano. Para falar um pouco sobre sua carreira e seu mais recente trabalho solo, o cantor, compositor e tecladista dos Titãs Sérgio Britto é o nosso artista sabatinado da vez. Em termos de prosa, contamos com as linhas e entrelinhas amarradas aos textos de Wesley Peres, Gerusa Leal e Nilto Maciel. O convite cinéfilo de Larissa Mendes também aparece como uma instigante opção em torno do mais recente filme da diretora Sofia Coppola - Um Lugar Qualquer. Depois de algum tempo sem lançar um disco inédito, o pai do samba-rock Marku Ribas, com seu 4 Loas, é destaque em nossa coluna Ouvidos Abertos. São 55 Levas cuidadosamente orquestradas para sua apreciação, caro leitor. Seja bem-vindo ao presente!

sábado, 2 de abril de 2011

9° Sarau Caiçara



Com um público cada vez mais interessado e presente, a Pinacoteca Benedito Calixto abre suas portas para o " 9° Sarau Caiçara" - ponto de fusão entre o tradicional e a vanguarda, unindo diferentes linguagens artísticas e promovendo reflexão.

Poetas, bailarinos, escritores, músicos, pesquisadores, fotógrafos e atores se reúnem para celebrar a arte contemporânea caiçara. Nascida da ressignificação de linguagens e identidades cultur...ais, configura-se como uma expessão livre e sinestésica que vem se destacando no litoral paulista através de encontros e produções artísticas.

"O sarau reafirma a necessidade de criarmos uma arte nossa, que reflita quem somos e o que podemos transformar a nossa volta" - comenta Márcio Barreto, fundador do Sarau Caiçara.


A 9° edição conta com a música do Percutindo Mundos, Trio Kaanoa, Tarso Ramos e Quinteto, Danilo Nunes, Alessandro Atanes, Maíra de Souza, Zéllus Machado, Raphael Lange e o grupo Sidarta. A literatura de Flávio Viegas Amoreira, Márcio Barreto, Madô Martins, Regina Alonso, Ademir Demarchi, Marcelo Ariel, José Geraldo Neres, Edson Bueno de Camargo e Christina Amorim. A dança contemporânea estará presente através de Célia Faustino, Jean Ferreira, Tatiana Pacheco, Edvan Monteiro e do Núcleo de Pesquisa em Improvisação Espaço Célia Faustino. Será apresentada uma cena da peça "Atro Coração" da companhia Teatro Canoa com interpretação de Christiane Amici e um fragmento do trabalho "Ácidos Trópicos - uma livre criação sobre a obra de Gilberto Mendes" do Imaginário Coletivo de Arte. O evento conta também com exposição fotográfica de Biga Appes e Adilson Félix.

Para quem deseja conhecer a literatura contemporânea da região e suas novas tendências editoriais, A Sereia Ca(n)tadora e as "Edições Caiçara" estarão presentes no evento expondo seus últimos lançamentos.

9° Sarau Caiçara
Pinacoteca Benedito Calixto
Organização: Márcio Barreto e Flávio Viegas Amoreira
09/04 - 15 as 19 hs
Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 - Santos /SP
Entrada Gratuita

segunda-feira, 28 de março de 2011

Na mais bela república



na mais bela república
arrancariam mãos e línguas dos poetas

Jorge de Barros in Apocalipse-Pílula –inédito.

“Mas então só aos poetas é que devemos vigiar e forçá-los a introduzir nos seus versos a imagem do caráter bom, ou então a não poetarem entre nós? Ou devemos vigiar também os outros artistas e impedi-los de introduzir na sua obra o vício, a licença, a baixeza, o indecoro quer na pintura de seres vivos, quer nos edifícios, quer em qualquer outra obra de arte? E se não forem capazes disso, não deverão ser proibidos de exercer o seu mister entre nós? (A República – Platão - )




Recentemente, graças ao meu mau hábito de não conseguir manter a boca fechada, entrei em uma polêmica no Facebook, sobre o filósofo Olavo de Carvalho, falei o que pensava e recebi uma enxurrada de respostas nervosas e mal educadas, muitas vezes beirando a grosseria. A partir dai, cometi meu segundo erro, tentei argumentar com estas pessoas. Descobri uma total impossibilidade de diálogo, onde a argumentação não era possível, ou concordava, ou era inimigo mortal e irreparável. Percebi que na unilateralidade colocada não era possível o diálogo, tirei meu time de campo.

Aqui não vem ao caso se eu estava certo ou errado, diante da agressividade de meus contentores, tive uma visão preocupante. É possível que em meu preconceito pessoal contra ultra-direitistas tenha sido um pouco contundente em minha crítica, mas o que era para ser simplesmente um contra-ponto em uma série de unanimidades, passou a ser um embate.

Dentro de minha visão pessoal, o filósofo Olavo de Carvalho é um desperdício de inteligência, uma pessoa genial, de uma cultura muito grande em um país de analfabetos funcionais, mas que milita causas que não são de meu apresso, tais como uma hegemonia cristã sobre todos e sua militância anti-aborto,e anti-socialista, afora sua crença de que existem pessoas que são superiores às outras, daí eu tê-lo chamado de eugenista, talvez nem muito adequado, mas seu pensar é muito próximo disto. Ora, se não concordo com nenhuma das duas causas, sendo socialista e a favor da liberação e descriminalização do aborto, não posso defendê-lo.

Mas o que me pegou mesmo não foi nada do que está colocado antes, foram algumas colocações argumentativas que mexeram com a minha percepção. Theodor Adorno, em uma palestra em 1949, colocou em xeque a poesia ocidental, quando pergunta, se era possível escrever poesia depois de Auschwitz. Diante do inominável terror do nazismo, Adorno, é muito preciso, é possível a humanidade humanizar-se novamente? Não tenho esta resposta precisa, mas sei que ainda fazemos poesia, porque é de nossa natureza tanto o terror quanto a poesia. O maior terror das nações fascistas foi marchar sobre a realidade, como se a verdade de única via, assim os absolvesse de todos os pecados que seriam cometidos em seu nome. A certeza da única verdade é a maior violência que pode ser cometida. Os jovens do século XXI, nascem e crescem sem esta égide, os mortos foram à muito sepultados, mas as atrocidades e injustiças cometidas por todos os lados da guerra ainda ecoam em nossas almas. Somos todos co-responsáveis em uma parcela porque somos humanos, e aqueles crimes foram perpetrados por entes de nossa espécie.

Entre um impropério e outro que foram proferidos e me foram atribuídos, por não concordar com a linha de raciocínio dos contentores, a que me deixou pensativo foi a expressão, ‎"Estupidez afetiva", isto me fez lembrar do livro "Admirável Mundo Novo (Brave New World)" de Aldous Huxley onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. Sem que o “sentimentalismo” (outra colocação contundente) atrapalhasse a linha de raciocínio lógico da produção. O fordismo era a filosofia adotada no mundo perfeito do livro.

Segundo meus contentores, minha visão está turvada pela compaixão humana, me impedindo de ver a verdade, que existem de fato seres humanos melhores que os outros, e que é natural uma sociedade dividida em castas, onde os mais aptos se sobrepõe aos inferiores. Lamento aos que acreditam nisto, mas não acredito. Embora exista uma irresistível tentação de acreditar que Fernandinho Beira Mar seja um monstro, uma espécie diferente, ele é fruto de seu meio e aculturação, mais ainda, provavelmente seja um insano, um doente mental com poder e instrumentos para realizar suas fantasias delirantes. Na origem é tão humano quanto nós. É possível que em determinadas condições possamos agir de forma igual, ou não. Suas escolhas o tornaram um criminoso em relação às Leis que nos governam e da ordem moral de nossa sociedade, deve ser privado de liberdade e de seus bens angariados ilicitamente. Desde que dentro de princípios legais, penso até que em alguns casos uma força coercitiva maior deva ser empregada.

Platão em sua República ideal, condena os poetas ao ostracismo, pela sua veleidade, e apego excessivo aos prazeres. O homem justo deveria ser disciplinado e afeito a verdade. Os poetas e artistas em geral estão ligados às premissas da sensação (aísthesis) e da imaginação (phantasía), fugindo da verdadeira verdade. Ás vezes a sociedade moderna, governada pela força do números e pela lógica de máquinas, aproxima-se desta sociedade perfeita. Não fosse o fato do capitalismo ser uma engrenagem de destruir o mundo, a esgotar os recursos naturais do planeta para transformar tudo em valores monetários, como se um dia pudéssemos respirar e beber dinheiro.

Elias Canetti, fala que o poeta é o cão de seu tempo, é bem possível então que nossa função seja esta mesma, de sermos bufões a desdenhar da máquina, a de construir escadas espirais para o nada. A de escrever poemas para não serem lidos, e declamar em salas que não há outros senão poetas. Ter a função de sentir a dor alheia como nossa, de ser sentimentalista com grande orgulho. O filósofo dos poetas não é Karl Marx, nem Max Weber. O filósofo dos poetas é Nietzsche, são as danças circulares à Dionísio e aos cânticos xamãs. O filósofo dos poetas é Walter Benjamim se imolando com sangue na fronteira real e imaginária.

“Eu sou um animal sentimental” como diria Renato Russo, bissexual e bêbado, horror dos horrores aos moralistas de plantão. Repito para mim a frase de Renato, é melhor ser um sentimentalista do que um robot de uma mentalidade reducionista e apesar da lógica, ter um erro sistêmico, pois toda a sua premissa é baseada no preconceito.

Na poesia não há espaço para a moral. Poesia é rebelião e desvio de conduta. 




quarta-feira, 23 de março de 2011

8ª Edição de Blecaute: uma revista de Literatura e Artes

 Ler aqui:   http://pt.scribd.com/doc/51412075/BLECAUTE-Uma-Revista-de-Literatura-e-Artes-N-8-


8ª Edição de Blecaute: uma revista de Literatura e Artes, revista digital em formato pdf que tem como objetivo divulgar a produção literária e artística (contos, poemas, ensaios, dicas de leitura) de “novos” autores e artistas paraibanos, assim como de agentes de outros estados do nordeste, do Brasil e membros dos países lusófonos que interajam de algum modo com a literatura atualmente produzida no Estado da Paraíba.



Bruno Rafael de Albuquerque Gaudêncio
Janaílson Macêdo Luiz
João Matias de Oliveira Neto
(Os editores)

Contatos e informações:


EDITORIAL
Dias ainda melhores virão
Os editores
5
CONTO
Amor de Deus
Eduardo Sabino – MG
8
O SANTO OFÍCIO
Um mistério chamado Clarice
Franklin Jorge – RN
10
POEMAS
Epifania, Rugidos e outros poemas
Anna Apolinário – PB
13
ENSAIO
Tinha uma Pedra no meio do caminho
Fábio Vieira – PB
15
TIRADAS DO BAÚ
Bariga de tanquinho
Raoni Xavier – PB
24
POEMAS
Ars Aemulatoria
Erico Nogueira – SP
25
CONTO
Sequestro
João Matias de Oliveira – PB/CE
31
O AEROPAGO
Bojo, Fazendo Xixi e outros casos
Valdênio Freitas – PB
36
POEMAS
Zabé da Loca, Geografia e outros poemas
Edson Bueno de Carvalho – SP
39
CONTO
A Virgem Sagrada
Eduardo Quive – MOZ
44
ESTANTE
História da arte: da pintura aos dias de hoje – A. N. Hodge
Lauriceia Galdino – PB/RJ
49
O escritor e seus fantasmas – Ernesto Sabato
Jãn Macêdo – PB
51
POEMAS
Almas Roubadas, Descalço e outros poemas
Mauro Brito – MOZ
53
CONTO
A Pedra do Diabo
Maxwell F. Dantas – PB
56
POEMAS
Acaso caos, Vestido de Medo e outros poemas
Bruno Gaudêncio – PB
66
CONTO
A Laranja
Ronie Von Martins – RS
70
ENSAIO
O Conto popular: apreciação lógica formal do contexto histórico, linguístico e cultural do narrador oral
Félix Maranganha – PB/RN
74

                                                                                                                                                                        

segunda-feira, 7 de março de 2011

O NHEÇUANO - ANO 2 - NÙMERO 6 - Página 09





Iniciativa muito interessante do escritor Marco Marques, de Roque Gonzales, RS, de fazer um jornal dedicado praticamente à literatura e a cultura regional de sua cidade e região, os nheçuanos são os primos gaúchos da iniciativa mauaense da Taba de Corumbê. Sejamos também índios.


Neste número seis foi publicado um poema de meu livro "De Lembranças e Fórmulas Mágicas", que é me muito caro, pois fala de meu neto, minha passagem para a ancestralidade.

domingo, 6 de março de 2011

“POA 2502”


A “POA 2502” reúne quadrinhos, poemas, ilustrações, depoimentos, contos, fotos. Ciclistas ou não, os artistas retratam a importância do uso da bicicleta como meio de transporte e respondem com arte à brutalidade do acontecimento.


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Link para download: http://www.arvoreseletricas.com/download/poa2502.pdf

* URL para twitter: http://is.gd/poa2502 ou http://ur1.ca/3e039




Após a notícia do atropelamento percorrer o Brasil, cinco escritores indignados dispararam uma convocação por e-mail. Para sua própria surpresa, receberam, num período curtíssimo, dezenas de mensagens, muitas de interessados, muitas outras demonstrando apoio ao projeto. Nos três dias seguintes, vieram os trabalhos, a maioria feita no calor da hora, no fervor da indignação. São esses os trabalhos que compõem a revista.

O fotógrafo Leo Caobelli criou sua obra a partir de uma cópia do e-mail que enviou ao agressor, Sr. Ricardo José Neis. André Dahmer, criador d’Os Malvados, contribuiu com tirinhas conhecidas, que apoiam o uso da bicicleta como meio de transporte. A poeta Lilian Aquino compôs um poema carregado de uma sensualidade cáustica, que fala à altura do acontecimento. Cauê Ito enviou uma foto de sua viagem ao Japão, de quando comprou uma bike e se perdeu pelas ruas de Kyoto. A escritora Veronica Stigger trouxe duas fotos de sua intervenção chamada “pré-histórias”.

A revista traz poucas unanimidades, a começar pelo fato de que os seus autores não são necessariamente ciclistas. Todavia, têm em comum a solidariedade do luto e do alívio em saber que não foi necessária uma morte para disparar o ato. O atropelamento em Porto Alegre se destacou da massa diária de crimes de trânsito por ter vitimado não um indivíduo, mas um grupo. Contudo, como seria se, ao invés de vinte, um único ciclista fosse atropelado? A fragilidade do ciclista é a fragilidade do artista é a fragilidade humana.

Editada somente com softwares livres, a Revista POA 2502 é licenciada com direitos autorais liberados para uso não comercial, podendo ser copiada e redistribuída na forma em que se encontra.

Lançamento oficial: dia 9 de março, quarta-feira de cinzas, quando o ano realmente começa. Apesar da revista ser virtual, haverá abraços reais e bate-papo na Praça do Ciclista, a partir das 19h, São Paulo. Todos convidados!

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Link para download: http://www.arvoreseletricas.com/download/poa2502.pdf

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URL para twitter: http://is.gd/poa2502 ou http://ur1.ca/3e039

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Hashtag: #poa2502