quinta-feira, 27 de maio de 2010
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Premonição, ou palpite infeliz mesmo.
"Ela é fundamental. Ser máquina, despida de emoções.
Arrancar de dentro sentimentos e atirá-los ao lixo.
Liberar-se dos empecilhos.
Não se comover com o choro, a dor e a tristeza alheias
A dor do outro é do outro, não pode penetrar em você, te algemar."
(Impiedade - Inácio de Loyola Brandão)
“Entretanto, o verdadeiro poeta está à mercê de seu tempo – sujeito a ele, servil, é dele o mais humilde criado. Está atado a seu tempo por uma corrente curta e indestrutível ( ... ) Sim, não fora certo sabor ridículo diria simplesmente: o poeta é o cão do seu tempo. Elias Canetti.”
Percorro meus papéis antigos em busca de uma pasta de documentos (que aliás não encontro), quando dou de cara com um autógrafo do escritor Inácio de Loyola Brandão, na capa de minha antiga pasta de poemas (nos idos de 1980 todos cabiam em uma pasta). Fiquei tão feliz em achar aquele pedaço de meu passado que até esqueci a frustração de não encontrar meus documentos, perdidos no caos cotidiano que se tornaram meus papéis.
Já tinha me esquecido deste quase vaticínio que pacientemente, um já bem consagrado escritor, escreveu para uma pessoa muito jovem e inexperiente dos caminhos e dos tombos que a vida lhe daria. Não lhe mostrei nenhum de meus poemas da época (ainda bem), mas assim mesmo quando lhe afirmei com tanta categoria que era um poeta (que petulância a minha), olhou bem em meus olhos e escreveu:
Edson,
Vá em frente,
Firme.
Poeta é herói.
Herói nada,
É batalhador,
Abraço
Inácio de Loyola Brandão
2.10.80
É muito interessante, pois esta data é muito emblemática, exatos dois anos depois, no dia dois de outubro de mil novecentos e oitenta e dois, nasceria minha filha, com a minha colega de escola que na ocasião me acompanhava (a perdi a caminho de casa, longa história, depois nos achamos e tantas vezes, que nossas vidas se entrelaçaram) .
A prefeitura de Santo André, em outubro de 1980, organizou uma série de palestras com escritores, fomos levados por uma professora de português do colegial, que também era escritora, Katsuko Shishido. Um dos motes do círculo de eventos era justamente a produção e a criação literária, a confecção de um livro. A palestra com o Inácio de Loyola foi uma das mais interessantes, pois se tratou da questão da opção de uma pessoa pela literatura, e dos caminhos que teriam que ser desenvolvidos. É engraçado que muito do que falo hoje, em palestras para jovens estudantes ou aspirantes à escritores, ouvi naquela noite, sobre dedicação ao seu trabalho, cuidado, e ser teimoso mais que perseverante, de dar horas do dia para o seu livro, que é um caminho espinhoso e que pouco retorno nos dá, mas que é muito prazeroso em certos momentos. Escrever para mim, há muito transcendeu o universo de uma possível profissão, é tão importante como respirar, preciso de palavras nas veias na mesma proporção que o oxigênio.
Palavras muito interessantes, me foram presenteadas, que embora tragam em si um certo peso, pois poesia é mesmo um fardo muito pesado, estimulam um jovem totalmente desconhecido e petulante (é preciso muita crista para se afirmar poeta assim, sem mais nem menos), a continuar escrevendo, hoje é muito comum vermos escritores consagrados praticamente agredindo, qualquer jovem escritor que dele se aproxima. São palavras generosas, que me ajudaram em um momento de muitas dúvidas, creio que quando temos dezoito anos, só temos dúvidas. Atualmente vivo uma dicotomia, pois já não tenho mais dúvida alguma, cheguei naquele momento de ter todas as respostas, mas não tenho certeza de nada. De repente, não ter dúvidas, não significa em nada ter certeza de coisa qualquer.
Da minha pasta de poemas originais, restam muito poucas semelhanças, do poeta e da poesia. Não trago mais quase nada da arrogância do rapaz de dezoito anos, que tinha sonhos grandiosos, que assinou a ficha de filiação de um partido que também nascia naquele ano. Éramos revolucionários e desejávamos morrer cedo e na glória. Neste ano de 2010, 24 de maio, decorridos praticamente trinta anos, meu neto faz cinco anos, não morri cedo para minha frustração, vivo a agonia da morte lenta da pós-modernidade, e escrevi tantos poemas que não cabem mais em uma única pasta de elásticos, aliás não cabem mais em minha casa, correm o mundo para cima e para baixo, já viraram livros, alguns publicados, outros à espera paciente de sementes prontas para germinar no momento certo.
Na meia idade, não adquiri muita sabedoria, continuo a escrever versos. A poesia corre como tinta misturada a meu sangue, como já disse antes. Não tenho a saúde nem a altivez daquele jovem impetuoso, sou um dos cães de meu tempo, como disse Elias Canetti, guardião de algo que não compreendo completamente e nem todas as pessoas à minha volta a percebem com a importância que dou.
A poesia é a corrente que me ata ao chão do quintal de onde uivo para a lua.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
QUEM É DE AXÉ DIZ QUE É !
Passou, e muito, da hora de quebrarmos as correntes psicológicas que nos prendem a um passado escravista no Brasil. Nos ensinaram a ter vergonha de nós mesmos, de ser o que somos, brasileiros de todas as origens, de todas. A história prova que ninguém tem piedade de quem está com a cabeça abaixada, não se ouve a voz de quem só murmura.
As estatísticas já justificaram as teocracias e os estados nacional-socialistas ou fascistas. Devemos dar um basta ao preconceito e a intolerância, disfarçada ou aberta, não é mais aceitável.
Muito axé e paz para todos nós.
http://cenbrasil.blogspot.com/2010/03/lancamento-da-campanha-quem-e-de-axe.html
sábado, 15 de maio de 2010
“Revista Biografia" nova publicação na Internet.
http://sociedadedospoetasamigos.blogspot.com/2010/05/edson-bueno-camargo-poeta-brasileiro.html
sociedadedospoetasamigos. blogspot.com/
"Revista Biografia" - Ano I -Bacia Amazônica - MT
http://Revista literária internacional organizada e produzida pelo poeta e jornalista Daufen Bach.
"Quando o iniciei, minha intenção era divulgar meus amigos poetas e esse ainda é o objetivo principal, tanto que todos as pessoas lá publicadas, só estão porque enviam o material por e-mail, trocam informações e já mantenho contato a mais de um ano, enviando sempre e-mails com publicações minhas. Não colho autores, nem poemas na internet, esse não é o objetivo e, também não publico poemas daqueles que só enviam em resposta ao e-mail o endereço de blogs ou sites. - Daufen Bach."
quinta-feira, 13 de maio de 2010
O que comemorar no dia 13 de maio?
"Lei 3.353 de 13 de Maio de 1888 Declara Extinta A Escravidão no Brasil".
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o senhor D. Pedro II faz saber a todos os súditos do Império que a Assembléia Geral decretou e Ela sancionou a Lei seguinte:
Art 1º - É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art 2º - Revogam-se as disposições em contrário.
O que comemorar no dia 13 de maio?
Em 13 de maio de 1888, a princesa Isabel extingue a escravidão no Brasil, último país independente do ocidente a erradicar a escravatura. (Não esqueçamos que nosso verdadeiro dia de luta é 20 de Novembro, Dia da Consciência Negra, dia de Zumbi dos Palmares.)
O que me incomoda mesmo é saber que passados 122 anos da assinatura da Lei Áurea, a escravidão ainda permanece no nosso inconsciente. A escravidão entrou na alma do brasileiro, e creio que nunca seremos de fato uma nação feliz e progressista, enquanto isto persistir. Nossas relações sociais estão eivadas disto. Fomos amaldiçoados pela diáspora e pelo genocídio africano, pois provavelmente trinta milhões foram mortos para chegarem onze milhões vivos nas Américas, em estimativas baseadas nos livros das famosas companhias, bisavós das multinacionais e conglomerados econômicos que na atualidade nos oprimem. Enquanto não se fizer justiça a esta aberração que políticos de direita e a mídia a serviço do capital tentam amenizar, que foi a escravidão africana no Brasil, nada se engrenará de fato neste chão, é preciso honrar os mortos, é preciso lavar as lágrimas, carece de parar olhar para o chão e se encarar de frente, sem o risco de morte pela polícia.
Não é raro abrirmos um jornal qualquer ou em uma entrevista na televisão, um empresário reclamar do custo da mão de obra, como se não fosse uma prerrogativa básica de um trabalhador receber um salário. O famoso Custo Brasil, nada mais é do que salário. A choradeira do empresário muitas vezes esconde um saudosismo escravista, e muito coincidentemente, a maioria de seus operários são negros ou mestiços, de negros e índios, ou pessoas socialmente desfavorecidas, pois em nosso país, é fácil ver a relação que existe entre pobreza e inferioridade étnica (todos pensamos assim em algum momento, e é hipócrita negar).
Não podemos esquecer que foi em nosso país que o engôdo da superioridade racial branca foi política de Estado, mesmo que bem disfarçada até 1945, que se tentou amenizar com a verdadeira constituição democrática e soberana que foi jogada no esgoto em 1964. O branqueamento da população promovido pelo império, as perseguições aos professores negros no Estado Novo, fora milhares de acontecimentos que ficaram fora dos livros de história, e precisaríamos de um livro agora para relatar. Não é a toa, que o geógrafo Milton Santos um homem celebrado no mundo, é um ilustre desconhecido em sua terra, por sua cor e suas idéias. Não é a toa que a mídia burguesa tenta desmerecer Paulo Freire e Leonardo Boff, pois as palavras destes dois velhinhos, um ainda vivo lembrem, e outro sempre vivo em nossos corações, afirmam que o responsável pela pobreza é o status quo imposto desde a colônia. A culpa da miséria é dos antigos senhores e não dos antigos escravos. Hoje a servidão no chão da fábrica é tão aviltante quanto antes, a violência e o assédio moral são os novos chicotes e pelourinhos, somos livres dentro da República, mas a falta de acesso a educação e a justiça, ainda feita e estruturada para os doutorzinhos e sinhôs, cria cidadãos de segunda e terceira classes.
E para dizer que não falei em poesia, vamos lembrar de Solano Trindade, poeta genial que além de estar na zona branca do ostracismo de quem detém as mídias de massa, não entra nas universidades nem pela porta dos fundos.
Poesia no dia de hoje, só se for Zumbi de punho cerrado, há 122 anos não nos deram nada, que de um jeito ou de outro não teríamos tomado à força.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
POETAS PARTICIPANTES NA INSTALAÇÃO POÉTICA: ENTRE O LIVRO E A LIBERDADE
OBRIGADO AOS POETAS PARTICIPANTES NA INSTALAÇÃO POÉTICA: ENTRE O LIVRO E A LIBERDADE
Publicado Maio 10, 2010A.Pedro Ribeiro ( Portugal) ; Seydou Koné (Costa do Marfim ); Carlos Quiroga (Espanha); Rui Spranger ( Portugal); Mário de Oliveira (Portugal); Rosa Enríquez (Espanha); fabio freire ( Brasil); Ivny (Brasil); Nancy Winter-Miranda (Estados Unidos da América); Alberto Momán (Espanha ); Paulo Roberto Sodré (Brasil ); Thalita Covre (Brasil); Maria Amélia Dalvi (Brasil); Artur Alonso ( Espanha ); Maria do Rosário Pedreira (Portugal ) ; Concha Pelayo ( Espanha ); Raúl Campoy Guillén (Espanha ); R.Maluf (Brasil ); José Figueiredo (Portugal); wilbett oliveira (Brasil); Lino (Portugal); Aline Yasmin (Brasil); Helena Branco (Portugal); Luís Maças López ( Espanha ); Michel Sleiman (Brasil); Clara Henriques (Portugal); Vieira Calado (Portugal); Fernando de Castro Branco (Portugal); Saúl Otero (Espanha ); Lucía Delbene Azanza (Uruguai); Rui Tinoco (Portugal); Cristina F.S. (Portugal); Eduardo Baptista (Portugal); Ângelo Reis (Angola); Tiago Montenegro (Portugal); Saul Otero (Espanha); Pat (Portugal); Santos Jiménez (Espanha); J. Carlos Baeza Villarroel (Espanha); Belén Reyes (Espanha); Carmen Sigüenza (Espanha); Jesús Aguilar Marina (Espanha); Julio Luis Robisco Envid (Espanha); Manuel Jurado López (Espanha); Manuel Laespada (Espanha); Andrés García Cerdán (Espanha); Nunes Zarelleci (Portugal) ; Carmô Senna (Brasil); Diana Gomes da Silva (Portugal); Vítor Gil Cardeira (Portugal); Jorge Pimenta (Portugal); André Rei (Portugal); Maria Andresen (Portugal), Gabriela Krüger (Brasil); Silvana Sampaio (Brasil); Virginia Lucas (Uruguai ); Cruz Martínez (Espanha); rosanegra (Espanha); J. Alberte Corral Iglesias (Espanha); Aleta Vieira (Brasil); Laura Alberto (Portugal); tavico (Portugal); R.Brito (Portugal); Ester Abreu Vieira de Oliveira (Brasil); Isidro Iturat (Espanha); António Pirata Pinto (Portugal); Armando Ramalho (Portugal); Fernando Echevarría (Portugal); Alberto Jorge Bernardo (Portugal); Paulo Condessa (Portugal); René Higuera (México); Vítor Gil Cardeira (Portugal); Josefina Maller (Brasil); Ítalo Campos (Brasil); Beatriz Monjardim (Portugal); Ramiro Torres (Espanha); João Gesta (Portugal); Daniel Viana (Brasil); Higino Martins (Portugal); Ângela Carvalho (Portugal); Rui del Pino Fernandes (Portugal); Nuno Moura (Portugal); Nils Ferlin (Suécia); Daniel Maia Pinto Rodrigues (Portugal); valter hugo mãe (Portugal); Joaquim Castro Caldas (Portugal); Nuno Brito (Portugal); Tina Escaja (España/EEUU); Alexandra Malheiro (Portugal); Anónimo (Grécia); Roberto Soares (Brasil); Soaroir de Campos (Brasil); Luís da Mota Filipe (Portugal); João Pedro Mésseder (Portugal); Aurelino Costa (Portugal); Jorge Melícias (Portugal); antónio gonçalves (Portugal); Goulart Gomes (Brasil); Edward Guedes (Portugal); Gil Milheiro (Portugal); Adauto Suannes (Brasil); José João Sardinha (Portugal); Anthero Monteiro (Portugal); Eliana Mora (Brasil); Ivo Machado (Portugal); Eduardo Roseira (Portugal); Leda Maria Lucas (Brasil); Afranio do Amaral (Brasil); Paivi Mustonen (Finlândia); Fernando Magalhães (Portugal); Cynthia Carvalho Martins (Brasil); Marisa Resnitzky (Brasil); Renata Pereira Correia (Portugal); gabriela rocha martins (Portugal); Filipe Pinto da Silva (Portugal); Julião Bernardes (Portugal); Edson Bueno de Camargo (Brasil); Denise Pimentel (Portugal); Fernanda Hott (Brasil); Nolim (Espanha); Constança Lucas (Brasil); Luís Lima (Portugal); João Manuel Ribeiro (Portugal); Vera Roche (Irlanda); João Luís de Medeiros (USA); Joaquim Alves (Portugal); Jussara Midlej (Brasil); Fernanda Hott (Brasil); Catarina Nunes de Almeida (Portugal); José Luís Pinto (Portugal); Flávio Lopes da Silva (Portugal); Helena Carvalho (Portugal); Sara F Costa (Portugal); Gociante Patissa (Angola); Fernando A. (Portugal); Constantino Mendes Alves (Portugal); João Albino (Portugal); Luís Felício (Portugal); sermente (Portugal); Henrique Barroso (Portugal); Paulo Lemos (Portugal); Francisco Coimbra (Portugal); Elisabete Antunes (Portugal); Slavica Anisija (Sérvia); Ana Oliveira (Portugal); Sérgio O Sá (Portugal); Maria José Praça (Portugal); Corsino Fortes (Cabo Verde); José Gil (Portugal); Suzana Guimaraens (Portugal); Cláudia Moreira (Portugal); Carla Campos (Portugal); Alejandro Aura (Espanha); Filipa Leal (Portugal); Júlio Saraiva (Brasil); Jorge Vicente (Portugal); Ana Maria Roseira (Portugal); Miquel Martí i Pol (Espanha); Isaque Ferreira (Portugal); Jesús Losada (Espanha) Cláudio Portella (Brasil); jomaduol (Portugal); Fernando Nunes (Portugal); José Castro Lira (Portugal); Virgílio Alberto Vieira (Portugal); J. C. Jerónimo (Portugal); Sara Évora Ferreira ( Portugal); Céu Lima (Portugal); Manuel Rui (Angola); Rui Machado (Portugal); Ana Paula Tavares (Angola); América Miranda (Portugal); Fernando Pereira (Portugal); Francisco Vieira Nunes (Portugal); pedro marqués de armas (Cuba); Herculano Santos (Portugal); António Ramos Rosa (Portugal); Maria Sousa (Portugal); Sonata Paliulyte (Lituânia); Ivan Strpka (Eslováquia); Petr Borkovec (República Checa); Ruy Belo (Portugal); José Rui Teixeira (Portugal); Rui Agra Amorim (Portugal); Saúl Dias (Portugal); Agustín Sesé (Espanha); Bruno Pereira (Portugal); Walt Whitman (EUA); Luis Bravo (Uruguai); Guita Júnior (Moçambique); Rafael Cadenas (Venezuela); Juvenal (Portugal); Vicente Rodríguez Lázaro (Espanha); José Gil (Portugal); Andrés Cisneros de La Cruz (México); Luís Filipe Cristovão (Portugal); Lêdo Ivo (Brasil); José Coutinhas (Portugal); José Régio (Portugal); Jorge de Sena (Portugal); Anne Ventura (Brasil); Mariano Vaz Limo (Cabo Verde); Charles Roncari (França); Luigi Perin (Itália); Jaime Sabines (México); Álvaro de Campos (Portugal); Musslin Béatrice (França); Xavier Palomares (Espanha); Jorge Contreras Herrera (México); Pedro Tavares (Portugal); Jorge Velhote (Portugal); Marta Boaventura Pinto (Portugal); Helga Moreira (Portugal); João Borges (Portugal); Isabel de Sá (Portugal); J.V. 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Araújo (Timor Leste); Ricardo Gil Soeiro (Portugal); Alfonso Peña Raigosa (México); Miguel Ángel Alonso Diz (Espanha); Sandro Decottignies Cerqueira (Brasil); Jonás Vergara (Colômbia); Tomás Postiga (Portugal); Nicolás Guillén (Cuba); José Miguel de Oliveira (Portugal); Mia Couto (Moçambique); Gloria de Sant’anna (Moçambique); Luís Carlos Patraquim (Moçambique); Noémia de Sousa (Moçambique); Rui Nogar (Moçambique); Aura Gonçalves (Portugal); Tânia Pinto (Portugal); Osías Stutman (Argentina); Julio Cortázar (Argentina); Alejandra Pizarnik (Argentina); Schreck Mavter – Rattenkrieg (Portugal); Héctor Nuñez Molina (Espanha); Alberto Caeiro (Portugal); Bruno Neiva (Portugal); Tobias Burghardt (Alemanha); José fontes novas (Portugal); Pablo Neruda (Chile); Giannis Aggelakas (Grécia ); Mixáins Katoapós (Grécia); Laurinda Pinto (Portugal); Victor Hugo (França); João Rios (Portugal); Ana Deus;
Fonte: - http://silenciodagaveta.wordpress.com/2010/05/10/obrigado-aos-poetas-participantes-na-instalacao-entre-o-livro-e-a-liberdade/
Fonte: - http://silenciodagaveta.wordpress.com/2010/05/10/obrigado-aos-poetas-participantes-na-instalacao-entre-o-livro-e-a-liberdade/
domingo, 9 de maio de 2010
Os olhos da minha mãe - Poema do amigo poeta José Carlos Brandão.
Não considero muito importante esta data, não pelo o que ela é, mas no que a transformaram. No entanto tenho esta relação quase mágica com minha mãe, e sua cumplicidade com a minha poesia, mesmo sem entender direito muito do que faço. O José Carlos já disse tudo neste poema, por que eu vou re-inventar a roda?
Os olhos da minha mãe
Nasce uma flor nos chifres da vaca,
Uma fonte de leite puro muge no pasto.
O orvalho da aurora me purifica.
Brotam da memória um bezerro e um touro
Voando sobre as árvores da infância.
Onde o cavalo do meu pai? Onde
O grito retumbando como o trovão?
Os centauros celestes fazem chover
Pétalas do delírio e borboletas azuis.
Um peixe curioso espia das locas na água verde
Do ribeirão correndo no fundo do pomar.
O eterno dorme ao meu lado como um cão.
Minha mãe chega à porta com pássaros nos ombros
E me mostra a face de Deus nos olhos.
José Carlos Brandão.
http://www.poesiacronica.blogspot.com/
http://passaroimpossivel.blogspot.com/
IDENTIDADE
Não sou quem sou,
mas quem me invento.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Instalação poética “Entre o Livro e a Liberdade”, que aconteceu nos dias 23, 24 e 25 de Abril de 2010, no jardim da Avenida Júlio Graça em Vila do Conde - Portugal.
Fotografia de Daniel Curval -
Colectivo Silêncio da Gaveta
Assunto: fotos
De: José Peixoto
Data: Thu, 6 May 2010 10:47:20
Para: Edson Bueno de Camargo
Com um abraço deste lado do mar envio mais três fotos. Uma delas da performance que decorreu no sábado 24 de abril pela tarde.
Tivemos também uma pequena feira do livro, com destaque para alguns livros de poetas que participaram com poemas na instalação uma ideia que queremos repetir e fazer crescer no próximo ano. Posso também revelar-te que no mesmo dia à noite, no Espectáculo do colectivo Silêncio da Gaveta, "Entre o Livro e a Liberdade" no auditório municipal, de Vila do Conde, foi projectado um vídeo com imagens do jardim e onde passaram todos os nomes dos poetas participantes.
um abraço na preguiça
José Peixoto
Pequena feira do livro.
Espectáculo do colectivo Silêncio da gaveta, "Entre o Livro e a Liberdade".
"Os poemas erguem-se do chão, como girassóis à procura do leitor."
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