segunda-feira, 24 de outubro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
Dia de Amar seu Corpo - 2011 -
Muito e pouco me vem a cabeça para falar sobre este dia; das muitas coisas que poderia e deveria falar. Ando meio de porre com este assunto.
Sou da geração que aprendeu na televisão a odiar o próprio corpo, que teve um breve vislumbre de esperança e abertura, mas que mergulhou na mesmice e na caretice.
Vejo os jovens cultuarem seus corpos dentro de uma artificialidade, onde toda a transformação corporal é uma violência enrustida, é vilipendiação do corpo. Lipoaspiração, plásticas, implantes, exercícios extenuantes, procedimentos médicos muito próximos à tortura e da irresponsabilidade médica. A saúde que deve ser almejada, foi substituída por um ideal de beleza física fora da realidade. A fotografias das revistas e na Internet são maquiadas eletronicamente, são irreais. Almejam o que não existe.
O que mais me assusta nisto tudo é a postura dos ditos profissionais, médicos que corroboram com as mentiras espalhadas pela mídia. Atribuem á obesidade malefícios que não existem de fato, que resvalam na paranóia coletiva. É claro que devemos buscar por uma existência saudável, mas a saúde mental é a mais importante de todas. Tudo deve estar dentro do razoável, da ciência verdadeira, não a patrocinada pelas grandes farmacêuticas, e do bem estar consigo mesmo.
Sou obeso, e tenho muita dificuldade de me olhar no espelho e não dizer: monstro. Anos e anos de massacre fizeram seu estrago. Mas tenho aprendido aos poucos a conviver comigo mesmo em paz.
Mas o que pega é que sou humano, não importa minha forma, minha cor, meu credo, meu gênero. O que importa é que sou humano em tudo o que isto significa.
O que importa que eu seja um “ente humano”, capaz de amar e viver a poesia.
#LYBD
terça-feira, 18 de outubro de 2011
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
HOMENAGEM AOS 80 ANOS DE RENATA PALLOTTINI
HOMENAGEM AOS 80 ANOS DE RENATA PALLOTTINI - No dia 20 de outubro, na Casa das Rosas, a partir das 19h30, poetas, artistas e amigos estão preparando uma homenagem a Renata Pallottini. Poeta, dramaturga, ensaísta, roteirista e tradutora, Renata já tem mais de 20 livros publicados e mais de 11 peças teatrais.
Entre suas obras de maior destaque estão a série Malu Mulher, da rede Globo, e Vila Sésamo, da Cultura.
Já confirmaram participação: Frederico Barbosa, Álvaro Alves de Faria, Cláudio Willer, Celso de Alencar, Carlos Felipe Moises, Roberto Biccelli, Donizete Galvão, Edson Bueno de Camargo, Raquel Naveira, Eunice Arruda, Ruy Proença, Reinaldo Damázio, Dalila Teles, Beth Brait, Neuza Pinheiro,Luiz Roberto Guedes,Ronald Carvalho,Thereza Cristina Rocque da Motta, Graça Bermann, Cleo Ventura, Paulo Hesse.
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37 - Bela Vista
CEP.: 01311-902 - São Paulo - Brasil
(11) 3285.6986 / 3288.9447
contato.cr@poiesis.org.br
Casa das Rosas
Espaço Haroldo de Campos
de Poesia e Literatura
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
"Um Estrangeiro na Legião: Leituras de Roberto Piva"
Recital
"Um Estrangeiro na Legião: Leituras de Roberto Piva"
dia 16 de novembro, das 19h30 às 21h, na Sala Adoniran Barbosa do Centro Cultural São Paulo.
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
REVISTA ZUNÁI- ANO VI - Edição XXIII - SETEMBRO DE 2011
REVISTA ZUNÁI- ANO VI - Edição XXIII - SETEMBRO DE 2011 ( http://www.revistazunai.com/ )
ISSN 1983-2621
http://www.revistazunai.com/poemas/edson_bueno_de_camargo.htm
quarta-feira, 28 de setembro de 2011
Cenas Literárias. Relatório e impressões.
Cenas Literárias.
Relatório e impressões. (Edson Bueno de Camargo)
Dentro da programação do III Encontro de Teatro de Mauá, ocorreu o evento Cenas Literárias, dividido em três atividades. Todas ocorreram no denominado Palco Cidade, no espaço cultural Museu Barão de Mauá.
- Palestra com o dramaturgo, ator e poeta Mario Bortolotto no dia 21 de setembro às 19 horas;
- Palestra com os escritores Dalila Teles Veras, Jurema Barreto de Souza e Edson Bueno de Camargo, discutindo formas alternativas de produção e divulgação da obra literária, às 19 horas no dia 22 de setembro;
- Palestra e Oficina de Manufatura de Livros, com work-shop de costura japonesa, com os escritores Cláudia Brino e Vieira Vivo no dia 24 de setembro, sábado às 14 horas.
Podemos dizer que a ideia de misturar outras linguagens dentro de um encontro de teatro, foi muito pertinente, uma vez que sabemos que o teatro engloba ou absorve outras linguagens em seu fazer artístico. A literatura e a poesia, compõem uma parte importante da encenação, uma vez que uma quase totalidade das peças não consegue prescindir do texto. O texto é um princípio gerador do ato de encenar, sendo o dramaturgo, um ser que está no limiar entre a literatura e o teatro, sendo por muitos a dramaturgia considerada um dos aspectos da literatura.
No dia 21, o escritor Mario Bortolotto, em um clima bastante descontraído, discorreu sobre sua carreira de ator e produtor de teatro e de como o ato de escrever permeou, e em certos aspectos apontou os caminhos que o levaram ao teatro. O próprio autor, destaca que se considera mais um escritor, e que a figura do dramaturgo colou em sua pessoa, mais por uma imposição de mídia, do que de desejo pessoal seu. Apesar de um público pequeno a princípio e um tanto móvel, houve grande participação dos presentes, dando ao encontro um clima de bate papo informal, que acabou se estendendo mesmo depois do encerramento oficial. Foi muito interessante o contato com um agente social da arte, bastante multimídia, e interessado no fazer poético. A pessoa prevaleceu sobre a figura emblemática e às vezes polêmica.
No dia 22 houve um verdadeiro debate em torno da condição do autor local, dos oriundos do grande ABC e suas cidades, e de uma aparente ou existente mesmo, falta de respeito que estes sofrem. O poeta Edson Bueno de Camargo, discorreu sobre ações históricas de grupos de escritores da cidade de Mauá e sobre a dificuldade da ação dentro destes grupos, bem como a respeito dos problemas do fazer local. Discorreu também ao que ele denominou resistência cultural, sua magnitude e definição geral.
A poeta e editora Dalila Teles Veras, falou de sua experiência com o grupo Livre Espaço, e da fundação e manutenção do Espaço Cultural Alpharrábio e seu selo editorial, os praticamente vinte anos de existência do espaço e de sua vivência como editora, não para competir com as grande editoras, mas ao de fazer um trabalho diferenciado, com pequenas edições que se compõem em verdadeiros livros de arte. Dalila também discorreu de forma brilhante sobre o desrespeito que o autores da região sofrem em relação à mídia e autoridades, uma vez que não se dá o devido valor à rica produção local e seus autores. Do voluntarismo forçado, uma vez que raramente se remunera os trabalhadores de cultura local.
A poeta Jurema Barreto de Souza, falou de sua ação como produtora da Revista A Cigarra, desde as primeiras edições mimeografadas, até as revistas finais, verdadeiros objetos de arte gráfica. A Revista A Cigarra, teve o seu encerramento na edição de número 42, nos seus exatos 25 anos de edição. Falou também de seu trabalho junto com o poeta Zhô Bertholini e seu retorno ao formato original, criando um zine, e edições de seus próprios livros.
Houve uma troca preciosa de informações entre os debatedores e o público presente. Terminou o evento com a forte impressão que muito ainda havia por ser dito, apontando–se a necessidade de outros encontros.
Dai 24 os escritores e editores alternativos, Cláudia Brino e Vieira Vivo, ofereceram um atividade bastante lúdica e ilustrativa de como surgiu o livro, os cuidados com sua conservação e de como surgiu a encadernação dos volumes e das muitas denominações que possuem um livro. De forma prática e muito didática, Cláudia Brino desenvolveu sua oficina, envolvendo todos os presentes. O escritor Vieira Vivo, complementou a palestra, falando da atividade dos dois, da confecção caseira, se assim pode se dizer, de seus livros, que em muito não deixam a desejar nada para produção industrial, material muito bem feito e executado, com a diferença de serem feitos um a um com a dedicação de objeto artesanal.
Além do desenvolvimento de uma palestra muito rica e esclarecedora, houve uma parte prática, onde os presentes tiveram a oportunidade de costurarem um pequeno volume, pelo método conhecido como “costura japonesa”, saindo todos os que se dispuseram a fazê-lo, com um pequeno caderno costurado pelas próprias mãos.
Apontamentos gerais:
- todas as palestras foram muito bem aproveitadas pelos presentes, havendo em todas uma forte participação do público presente;
- notou-se uma presença de um público heterogêneo, e uma baixa presença de pessoas interessadas em literatura;
- houve alguns problemas com a mobilidade do público, havendo em certos momentos uma flutuação da audiência, com entrada e saída de pessoas durante os debates, como era uma atividade paralela ao encontro geral, talvez tenha ocorrido um certa “competição” entre os eventos;
- a quase ausência de problemas de organização e estrutura, locais e acomodações adequados, ocorreram atrasos discretos em todas as atividades;
- em todas as atividades ficou a sensação de que poderiam dar continuidade às mesmas e a ocorrência de novos encontros.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Fase regional do Mapa Cultural Paulista
A cidade de Mauá passa pela fase regional do Mapa Cultural Paulista (Grande São Paulo) que está em sua edição 2011-2012, na linguagem Literatura, categoria Poesia – com o poema “a cidade imóvel” de Edson Bueno de Camargo, que irá agora para a fase final estadual, apresentando-se na capital paulista.
A fase regional do Mapa Cultural Paulista aconteceu no domingo (18/9), na cidade de São Caetano do Sul, que recebeu diversas cidades do Estado de São Paulo para a fase regional do Mapa Cultural Paulista, ( Teatro Santos Dumont - Avenida Goiás, 1111, Bairro Santa Paula – SCS - SP).
Criado em 1995, o Mapa Cultural Paulista tem o objetivo de promover as produções culturais de todo o Estado, revelando valores em segmentos que não teriam acesso aos meios de comunicação e com pouca visibilidade no meio cultural. Durante a realização do evento, são selecionados artistas de 13 regiões administrativas do Governo do Estado para participar de atividades culturais distribuídas em três fases. Em todas elas os artistas que se destacam apresentam seus trabalhos, primeiro no município de origem, depois na região em que estão inseridos e depois na fase estadual.
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