segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Blogagem Coletiva “Abre Aspas Terceira Edição”


No dia 09 de novembro (uma segunda-feira – é claro) “abra aspas” no seu blog, escolhendo um poeta e uma poesia para deixar mais poética a blogosfera…


DE "OS MISTÉRIOS DO OFÍCIO"

de Anna Akhmátova


"De que servem exércitos de canções
e o encanto das elegias sentimentais?
Para mim, na poesia, tudo tem de ser desmesurado,
e não do jeito como todo mundo faz.
Se vocês soubessem de que lixeira
saem, desavergonhados, os versos,
como dente-de-leão que brota ao pé da cerca,
como a bardana ou o cogumelo.
Um grito que vem do coração, o cheiro fresco de alcatrão,
o bolor oculto na parede...
E, de repente, a poesia soa, calorosa, terna,
Para a minha e tua alegria."

Ana Akhmátova, pseudónimo de Ana Andreievna Gorenki nasceu nos arredores de Odessa em 1889 e faleceu nos arredores de Moscovo em 1966.

4 comentários:

Sandra disse...

Que bom que sou a primeira a comentar aqui. Em outro blog que passsei, também vi este poema. Bem interessante.
Legal.

Também estou nesta coletanea que fala de muito amor, alegria e vida.
Venha conferi.
Esta coletiva nos deixa muito feliz, pois traz conhecimento e e alegrias.
Falar de amor e poetas e falar da vida.
Valeu amiga.
http://sandrarandrade7.blogspot.com/

Te espero lá
Sandra

Sandra disse...

Que bom que sou a primeira a comentar aqui. Em outro blog que passsei, também vi este poema. Bem interessante.
Legal.

Também estou nesta coletanea que fala de muito amor, alegria e vida.
Venha conferi.
Esta coletiva nos deixa muito feliz, pois traz conhecimento e e alegrias.
Falar de amor e poetas e falar da vida.
Valeu amiga.
http://sandrarandrade7.blogspot.com/

Te espero lá
Sandra

Eliana Mora (El) disse...

Olha, só o título do teu blog já me levou a imaginar milhões de coisas, impressionante.

O poema aqui postado é uma beleza, já o lera, muito bom gosto -, e cá entre nós, ela bem que acerta [na verdade de onde saem mesmo nossos poemas?...]

Agradeço, viu?

beijo,

El

Edson Bueno de Camargo disse...

Cara Eliana,

Às vezes me sinto naufrago, sobrevivente de um tempo inexistente, fui de uma geração de não acreditava em viver muito, e olha eu aqui, barrigudo, barba branca, com o neto correndo em volta, e escrevendo poesia como se estivesse na adolescência.

Bloguei o poema da Anna por ser um poema muito importante para mim, em um momento de profundo revisionismo poético, serviu como um tapa para acordar,

Obrigado pela visita, se sinta a vontade para ler minhas crônicas, discordar, debater,

Tenho um outro blogue só para os poemas: http://umalagartadefogo.blogspot.com

Abraços,